O Estado de Mato Grosso



História

No tempo da assinatura do Tratado de Tordesilhas, que dividia o mundo em duas partes, portuguesa e espanhola, as terras mato-grossenses eram ocupadas por nações indígenas, vivendo um mundo bem à parte, com magníficas florestas, rios, vales, cachoeiras e alimento abundante. O Tratado de Tordesilhas, mudou o cenário mundial, sua assinatura entre os reinos de Castela (Espanha) e Portugal, ocorreu por consequência do Estado de guerra em que viviam potências ibéricas, na Segunda metade do século XV.

O primeiro Tratado entre as potências, foi assinado em 1480, em Toledo (Espanha), sob intermediação do Papa. O acordo dividiu o mundo entre duas potências e foi feito em sentido dos paralelos: ao norte das Ilhas Canárias, incluídas, ficava a área de Castela, ao sul ficava o domínio de Portugal. Criou-se então, um hemisfério espanhol, e ao sul um hemisfério português.

Portugal, através de Bartolomeu Dias, descobriu o Oceano índico, em 1488, através do Cabo da Boa Esperança. Em março de 1493, quando retornava de sua viagem à recém descoberta América, Colombo desembarca em Lisboa e dá a notícia do descobrimento do Novo Mundo, que consideravam a Índia.

O rei de Portugal, João II, por julgar que o Tratado de Toledo fora rompido, pois haviam informações de que as novas terras estavam ao sul das Ilhas Canárias, prepara suas tropas e ameaça invadir a Espanha.O Papa Espanhol Alexandre (1492-1505) propôs um acordo, sendo que desta feita, o mundo seria dividido em dois hemisférios.

O Papa publicou a bula Inter Coetera, a 03 de maio de 1493, recusada por Portugal. O novo acordo, assinado sem a presença do Papa, na cidade de Tordesilhas, a 07 de junho de 1494, é definitivo. Portugal impõe 370 léguas a oeste de Cabo verde (1.184 milhas), garantindo o monopólio lusitano sobre as duas margens do Atlântico. Os reinos na América do Sul eram divididos por uma linha que cortava a Ilha de Marajó, os rios Tocantins e Araguaia, a extremidade ocidental do Distrito Federal, o Triângulo Mineiro, os arredores da cidade paulista de Bauru, a região entre Curitiba e Paranaguá, no Paraná e a catarinense cidade de Laguna. Mato Grosso era território espanhol.

Com descobrimento, por bandeirantes paulistas, das "Minas de Cuyabá", iniciou-se o período colonizador. O português Pedro Aleixo é o primeiro a explorar a região, em 1525. No início do século XVII, jesuítas espanhóis fundam aldeias de missões entre os rios Paraná e Paraguai. O interesse por esta imensa região deveu-se principalmente ao ouro e atraiu bandeirantes e aventureiros, acelerando o povoamento.

Portugal expande seus domínios e cria a capitania de Mato Grosso em 3 de maio de 1748. Para protegê-la das ameaças indígena e espanhola, os portugueses constróem vilas e fortes. O progresso vem rápido e Espanha e Portugal definem as fronteiras do território nos tratados de Madri e de Santo Ildefonso, firmados respectivamente em 1750 e 1777.

No início do século XIX, a produção de ouro diminui, a economia entra em decadência e a população para de crescer. Em 1892, civis e militares iniciam um movimento separatista contra o governo do Presidente Floriano Peixoto. A revolta é reprimida. Disputas entre as regiões norte e sul do Estado levam à intervenção federal, em 1917.

Na primeira metade do século XX, o Estado volta a crescer com a chegada dos seringueiros, criadores de gado e exploradores de erva-mate.

Fontes: Sites Oficial do Estado e do Ministério das relações exteriores

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