O Estado de Pernambuco




História

Pernambuco é uma das primeiras áreas brasileiras ocupadas pelos portugueses. Em 1535, Duarte Coelho torna-se o donatário de uma Capitania hereditária doada pelo Rei de Portugal. Em 1537 funda as vilas de Igarassu e de Olinda, a primeira capital do Estado, e espalhando os primeiros engenhos da região. Era então denominado Nova Luzitânia.

No período colonial, Pernambuco torna-se um grande produtor de algodão e açúcar e durante muitos anos é responsável por mais da metade das exportações brasileiras. Essa riqueza atrai novos colonos europeus que constróem no estado um dos mais ricos patrimônios arquitetônicos da América Colonial.

A riqueza de Pernambuco foi alvo do interesse de outras nações. No século XVII, os holandeses se estabelecem no estado. Entre 1630 e 1654, a região foi ocupada pelos holandeses, que incendiaram Olinda e fizeram de Recife a capital de seu domínio brasileiro. Pernambuco é administrado pela Companhia das Índias Ocidentais. Um dos seus representantes, o príncipe João Maurício de Nassau, traz para Pernambuco uma forma de administrar renovadora e tolerante. Sua administração que foi marcada por mudanças de natureza econômica, social e cultural. Realiza inúmeras obras de urbanização no Recife, amplia a lavoura da cana, assegura a liberdade de culto. No período holandês, é fundada no Recife a primeira sinagoga das Américas. Amante das artes, Nassau tem na sua equipe inúmeros artistas, como Frans Post e Albert Eckhrout, pioneiros na documentação visual da paisagem brasileira e do cotidiano dos seus habitantes. Entretanto a forte resistência dos portugueses e brasileiros de origem luzitana, africana e índia, já cristianizados, acabou resultando na expulsão dos holandeses.

A história do Estado de Pernambuco é permeada por conflitos e revoltas de vários tipos. Os pernambucanos se orgulham de sua participação altiva na História do Brasil, sempre mantendo altos ideais libertários. Em 1710 explodiu a Guerra dos Mascates, conflito que opôs os comerciantes portugueses instalados em Recife aos senhores de engenho de Olinda, muito influentes na capitania, uma vez que em Olinda encontrava-se a sede do poder público na época. A partir desse episódio a região passou por uma fase de declínio que durou quase um século. Em 1811, ocorreram várias revoltas de cunho separatistas. Em 1817, o descontentamento com a administração portuguesa provocou a chamada Revolução Pernambucana, que resultou no surgimento da Confederação do Equador, movimento separatista de inspiração republicana. Vinte anos mais tarde, explode a Rebelião Praieira, trazendo de volta os ideais republicanos. O movimento foi sufocado quatro anos mais tarde, em 1848.

Com o advento da República, Pernambuco procura ampliar sua rede industrial, mas continua marcado pela tradicional exploração do açúcar. O Estado moderniza suas relações trabalhistas e lidera movimentos para o desenvolvimento do Nordeste, como no momento da criação da Sudene. A partir de meados da década de 60, Pernambuco começa a reestruturar sua economia, ampliando a rede rodoviária até o sertão e investindo em pólos de investimento no interior do estado. Na última década, consolidam-se os setores de ponta da economia pernambucana, sobretudos aqueles atrelados ao setor de serviços, principalmente turismo, informática, e medicina, e estabelece-se uma tendência constante de modernização da administração pública.

Fontes: Sites oficial do estado e do ministérrio das relações exteriores

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